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TIPOS DE JARDIM: Jardim japonês

Oi pessoal! Fui passear um pouquinho longe Minas, porque ninguém é de ferro. Né?! Pois é, fui para Caldas Novas aproveitar aquelas termas quentinhas. Amei tudo! Fiquei hospedada no Thermas Di Roma. É a terceira vez que vou descansar por aquelas bandas, porém só desta vez resolvi conhecer um pouco mais da cidade de Caldas Novas e adivinhem?! Tive uma idéia ótima de post: Jardim Japonês.

Já conhecem? Gostam? Então, confira abaixo alguma fotinhas do meu passeio e também informações sobre os significados das composições deste jardim.




Descrição:

No paisagismo oriental, todos os seus elementos usados são representações de nossos processos de vida.
Simples e deslumbrantes, os jardins japoneses, mais do que uma simples técnica de paisagismo, são frutos de uma das modalidades artísticas mais sublimes da cultura oriental. Feitos para conduzir naturalmente seus visitantes a um estado de meditação, calma e espiritualidade, esses jardins incorporam elementos simbólicos e naturais, de forma a estabelecer uma harmonia perfeita com o entorno.
Em um jardim oriental, os aspectos visuais como a textura e as cores, são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes elementos incluem a água, as pedras, as plantas e variados acessórios.
Figura: Bem vindos ao Jardim Japonês
Figura: Entrada/Saída do Jardim Japonês


Figura: Tourii


Figura: Tourri

O passei começa pela passagem ou Tourii que representa a rotatividade da vida. É um portão da sorte e você deve entrar sempre pela direita e sair sempre pela direita.

Figura: Fonte

Fonte (TSUKUBAI)
Quando o elemento água não existe no jardim japonês, sua representação é feita por desenhos em pedriscos ou ainda por uma espécie de cuba com água (tsukubai), originário das cerimônias do chá, que representa o ritual simbólico de lavar as mãos para purificar-se antes da meditação no jardim.

Figura: Elaine no Jardim

Figura: Caminho da amizade

Lago com carpas (KOI)
A água representa a vida, enquanto as carpas são símbolo de fertilidade e prosperidade. Seu colorido adiciona movimento ao jardim. A carpa é considerado o peixe “rei do rio” e é respeitado pela sua habilidade para nadar rio acima e pela sua determinação em superar obstáculos.



Figura: Luminária

Figura: Luminária

Lanterna de pedra (TORO)
Seu significado é a iluminação da mente de quem percorre o jardim, induzindo à concentração. Os pontos de luz são estrategicamente distribuídos para não ofuscarem a visão. Todas as lanternas têm os mesmos elementos básicos: telhado grande, um compartimento aberto e três ou quatro pernas, a simplicidade fica por conta da textura rústica da pedra.

Figura: Luminária Soe

Figura: Ponte da Paz

Caminho ou trilha (TOBI ISHI) e Ponte (TAIKO BASHI)
Uma ponte ou um caminho dentro do jardim representa a evolução para um nível superior em termos de engrandecimento, amadurecimento e autoconhecimento



Cascata com pedras
O centro do jardim. Além de oxigenar a água, a cascata significa a continuidade da vida. E, como a vida, ela segue um ciclo representado pela intensidade da água. O fluxo da água simboliza o nascimento, o crescimento e a morte: desde as ondas até um simples murmúrio de água correndo.
As posições das pedras, geralmente em números ímpares, são uma analogia da formação do homem e da sociedade: a princípio estamos sós, depois em grupo (como pai, mãe e descendentes). A pedra colocada em posição vertical representa o pai, e na horizontal a mãe. As outras pedras simbolizam os descendentes, sendo estas distribuídas em torno do lago.

Figura: Elementos esculpidos em madeira

Figura: Árvore centenária

Figura: Caminho da paz e luminária


Bambu
A flexibilidade do bambu refere-se à capacidade de adaptação e mudança. O bambu participa da idéia taoísta segundo a qual se deve ceder a situações ou condições externas, para melhor triunfarmos na vida. Seus galhos são amarrados de forma que a planta cresça se curvando para o lago, como em reverência e respeito àquele que aprecia o jardim. É a imagem do bambu, que resiste a verga sob o rancor da tempestade, para em seguida voltar e erguer-se e aparecer novamente em todo seu esplendor. A eles são amarrados também sinos do vento e os macacos de cerâmica que trazem o som da natureza e a felicidade.
Plantas e arbustos
Os arbustos com formatos (topiaria) garantem um efeito de escultura ao jardim e, para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das formas mais elevadas de arte, pois consegue expressar a essência da natureza em um limitado espaço. Como cada elemento do jardim japonês tem seu significado, as flores não são usadas e chegaram até mesmo a ser consideradas sinais de frivolidade, devido a sua rápida transformação. Enquanto isso, as árvores e arbustos representam o silêncio e a eternidade. As mais utilizadas são a sakura (flor de cerejeira) e o momiji (acer).
A flor de cerejeira tem um significado especial: é conhecida como a flor da felicidade. A sua floração é comemorada no Hanami, nos meses de março e abril. É o momento de sair da introspecção do inverno e se abrir para o mundo, florescer o espírito e festejar.
Ao contrário do festejo e da alegria que o Hanami proporciona – o florescimento do sakura – a visão da queda das folhas do momiji, acer vermelho, revela um aspecto melancólico e reflexivo da personalidade japonesa. Para eles, apreciar as cores da queda é tão importante quanto as do florescimento.
Enfim, o Jardim Japonês é assimétrico, permitindo uma visão diferente, dependendo do ângulo em que se estiver. Ao lado do Jardim Japonês pode-se apreciar antigas moendas de madeira, usadas na fabricação de açúcar e outras peças usadas na zona rural. No Jardim Japonês, cada elemento tem seu significado. Originalmente, as flores não são usadas, pois se transformam constantemente.

Ao fim da visita você sai com as energias renovadas!


Fonte: http://www.imovelweb.com.br; http://diroma.com.br/index.php/-o-grupo/-jardim-japones.html