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COMO CULTIVAR: Gladíolos

O gladíolo, comumente conhecido como palma-de-santa rita e palma-holandesa, é uma planta originária de clima tropical, sendo que, das 150 espécies existentes, 100 são nativas da África do Sul e Equatorial. 

As variedades atuais diferem muito das espécies nativas devido aos trabalhos de melhoramento realizados, por longo tempo, principalmente na Europa.



Descrição

É uma planta da família Iridaceae gênero Gladiolus. As primeiras referências sobre a espécie datam dos anos 50 A.C.

Com a expansão do comércio de flores no Brasil, o gladíolo tornou-se uma cultura de grande importância, levando vantagem sobre as outras (rosas e crisântemos, principalmente) devido a seu ciclo cur­to, fácil cultivo, baixo custo de implantação e rápido retorno, além da produção comercial de bulbos e flores para consumo interno e exportação.


As variedades cultivadas não apresentam muita diferença com relação ao porte das plantas, número de flores e tamanho da espiga e se distribuem, de acordo com o ciclo de floração, em:

a) Variedades precoces - Florescem em 60 dias, aproximadamente, após o plantio.

b) Variedades de ciclo médio - Florescem, em 80 dias, após o plantio.

c) Variedades tardias - Florescem em 120 dias, após o plantio.


O ciclo vegetativo (amadurecimento completo do bulbo) é 150 a 210 dias do plantio à colheita.

Variedades mais cultivadas de Gladíolo


"Peter Pears" (ciclo curto) - Flores dobradas, comumente chamadas de coral, devido à cor alaranjada das pétalas.

"Nova Lux" (ciclo médio) - Flores dobradas; pétalas de cor amarela.

"Gold Field" (ciclo médio) - Flores dobradas, pétalas de cor amarela.

"White Friendship" (ciclo curto) - Flores dobradas, de cor branca.

"Traderhorn" (ciclo curto) - Flores dobradas, de cor vermelha


Época de Floração do Gladíolo

Os gladíolos aparecem todos os anos na primavera e enchem seu jardim de cores!

Época de Plantio do Gladíolo

Em locais onde a temperatura média não fica muito abaixo da exigida pela cultura e não haja geadas, o gladíolo pode ser cultivado o ano inteiro. 

Entretanto, o plantio vai depender diretamente da épo­ca de comercialização das flores.


Requerimento de Luz do Gladíolo

Sol, Sol Pleno.

Dimensões do Gladíolo

80 cm a 120 cm de altura

Desenvolvimento do Gladíolo

As variedades de gladíolo podem ser de ciclo curto, médio e longo, com a floração ocorrendo entre 65 até 120 dias após o plantio.

De modo geral, o desenvolvimento do gladíolo ocorre da seguinte forma:

a) 3-5 semanas após o plantio: surgimento de raízes e início de emissão das folhas;

b) 7-9 semanas após o plantio: desenvolvimento vegetativo;

c) 12-14 semanas após o plantio: lançamento de espiga floral e abertura das flores;

d) 16-18 semanas após o plantio: senescência das folhas, formação de novo bulbo e bulbilhos.

Como escolher os bulbos de Gladíolo

Os bulbos devem ser uniformes em tamanho e em quebra de dormência, para permitir também uma colheita uniforme de flores. As firmas produtoras vendem os bulbos classificados e com dormência quebrada. 

O primeiro lote de bulbos a ser adquirido deve ser, preferivelmente, de bulbos de segunda geração (peso, altura e diâmetro em torno de 33 g, 2,4 cm e 3,2-3,8 cm de diâmetro, respectivamente), o que permite maior número de ciclos antes do descarte do lote. 

Este descarte ocorre porque gerações sucessivas tender a achatar o bulbo, aumentando-lhe o diâmetro e o ciclo vegetativo e onerando a produção. Existe uma relação direta entre tamanho de bulbo e qualidade da espiga floral e produção e qualidade de bulbos-filhos.

O controle da brotação dos bulbos para a programação da florada pode ser feito, armazenando os bulbos em câmaras frias, à temperatura de 5° C, e com baixa umidade (70-80% u.r.), isto quando se quer atrasar o plantio, ou colocando-os em condições de temperatura e intensidade favoráveis (25°C - 90% u.r.) quando se quer apressar o mesmo.



Preparo do Solo e Adubação para receber o Gladíolo


Deve ser feito preparo em nível, se a topografia do terreno assim o exigir. Arar o terreno a uma profundidade de 25-30 cm.

Deve aplicar-se 20 litros/m2 de esterco bem curtido e 50-100 g da fórmula 4-14-8/m2, bem incorporados ao solo. 

São necessárias três adubações em cobertura com 10-30 g de sulfato de amônia/m2: a primeira aos 30 dias após o plantio, a segunda aos 60 dias e a terceira aos 90 dias, para uma boa produção de flores e bulbos. 

Em solos com comprovada deficiência de micronutrientes (B, Mo e outros), fazer aplicações de adubos foliares que tenham micronutrientes na sua formulação, na concentração recomendada pelo fabricante.



Instruções para o plantio dos Bulbos de Gladíolo

Os gladíolos devem ser plantados a 8 cm de profundidade e deixando pelo menos 15 cm entre os bulbos, para evitar falta de espaço no futuro. 

Não são recomendados para vasos, pois não há profundidade suficiente para que se desenvolvam bem. Molhe bem logo após o plantio e de novo só quando o solo secar ou as folhas começarem a aparecer. 

Podem ser plantados em qualquer época do ano, porém só irão florescer na primavera seguinte.

Com a chegada do verão os bulbos entram em dormência e a folhagem morre naturalmente. 

Deixe as folhas secar e não tente removê-las manualmente ou podá-las. 

A folhagem é responsável pela geração de novos cormos e qualquer dano pode fazer com que a planta volte mais fraca no ano seguinte.



Irrigação do Gladíolo

Manter uma freqüência de irrigação que evite o ressecamento do solo, até o inicio do amarelecimento das folhas. Condições desfavoráveis de umidade podem causar queima na ponta das espigas e apressar o ciclo, enquanto o excesso de água pode causar retardamento no ciclo até o apodrecimento dos bulbos caso esse excesso perdure por períodos longos.

Cuidados com o Gladíolo

Como as flores são muito pesadas, é uma boa ideia dar alguma forma de suporte para que não acabem quebrando com o próprio peso.


Doenças e Pragas do Gladíolo

Até bem pouco tempo (1980), as doenças de maior importância no Brasil, para a cultura, restringiam-se ao bulbo. Porém, com o surgimento da ferrugem (Uromyces transversalis), que ataca toda a parte aérea da planta, passou-se a exigir um controle sistemático dessa doença sob pena de perder a produção de flores e bulbos. 

Deve-se também dedicar especial atenção à podridão-de-fusario (Fusariumoxisporum), que ataca o bulbo no solo e durante o armazenamento, acarretando enormes prejuízos.

a) Podridão-dura (Septoria gladioli) - Mancha irregular no bulbo, de cor marrom-escura, sob as folhas envolventes. O tecido doente torna-se duro, até a mumificação completa do bulbo. Durante o crescimento, as plantas crescem pouco, não florescem e podem morrer prematuramente. Pode atacar folhas próximas da base, formando manchas de cor marrom-acinzentada, com margens claras. A infecção se dá no campo e dificilmente no armazenamento. No solo, o fungo permanece pelo me­nos por quatro anos.

b) Podridão-seca (Septoria gladioli) - O bulbo fica com man­chas vermelho-marrom escuras, de forma circular, ligeiramente deprimida, atingindo também as folhas protetoras. Vegetando, as folhas começam a amarelar, secam e podem apresentar na sua parte basal e naque­las de revestimento, vários escleródios.

c) Podridãode-penicilium (Penicillium gladioli)- Doença muito comum no armazenamento. Bulbos com manchas deprimidas, cor verme­lho-marrom, firmes, porém não como na podridão-dura, com dobras con­cêntricas, algumas vezes com uma cor amarelo-enxofre. Sob alta umida­de, desenvolve-se um mofo cinza-esverdeado. A infestação ocorre pelas lesões causadas durante o arranquio e o manuseio posterior. Manchas pequenas não impedem que se plante o bulbo, uma vez que não passa pa­ra os bulbos-filhos.

d) Podridão-de-fusario (Fusarium oxysporum pv. gladioli) - A infecção ocorre no solo e prolifera durante o armazenamento. Quando da colheita, as lesões aparecem como pequenas manchas d'água, mar­rom-escuras. As folhas protetoras se descolorem e se tornam quebradi­ças. No armazenamento, as manchas crescem. São irregulares, tendendo a circulares, deprimidas pela rápida secagem e pelo enrugamento do tecido; bordos definidos, comum pequeno halo aquoso. Ocorrem manchas com anéis ligeiramente concêntricos. O fungo permanece no solo por, pelo menos, cinco anos. Controle: imersão, durante 30 minutos, em solução de Manzate ou Benlate, ou Tecto 60 na concentração de 3 g do produto comercial por litro d'água.

e) Amarelecimento (Fusarium sp.) - Descoloração e amareleci­mento da folhagem, devido á infecção dos feixes vasculares pelofusa­rium. Podridão-marrom, começando pela cicatriz da base do bulbo, que penetra no seu interior e cresce também na superfície. Muitos bulbos morrem no campo e outros secam no armazenamento.

f) Podridão-de-botritis (Botrytis gladiolorum) - Pode atacar a folhagem, causando-lhe manchas claras e foscas, às vezes com cor marrom-avermelhada. Ocorre também no bulbo, durante o armazenamento de bulbos malcurados. Alta umidade relativa e temperatura entre 28 e 36o C constituem condição ideal para a infecção das folhas. Controle: pulverizações semanais com Benlate, Maneb ou similar eZineb, na con­centração de 2 g/l do produto comercial.

g) Ferrugem (Uromyces transversalis) - Caracteriza-se pelas pústulas transversais que ocorrem nas folhas e hastes florais. Os sintomas iniciam-se por manchas descoloridas, pequenas, que se tornam salientes, em forma de pústulas de cor amarelo-alaranjada, formando posteriormente pústulas maiores, que tomam toda a área da folha. O pedúnculo floral e as sépalas também são afetados. Com o desenvolvimen­to, as pústulas tomam coloração pardo-ferruginosa. As flores produzi­das por plantas doentes são de qualidade e sanidade inferiores, e os bulbos-filhos não chegam à maturação. Se não for feito um controle intensivo, a produção de flores e bulbos fica totalmente comprometi­da. Controle: pulverizações semanais com Bayleton, Saprol ou Plantvax, na concentração de 2 g/l do produto comercial. O uso de fungicidas cúpricos é eficiente no controle da ferrugem e não causa danos às has­tes florais e aos bulbos, embora haja referência ao efeito tóxico do cobre sobre a planta.

h) Queima-de-curvulária (Curvularia trifolii) - Ataca qual­quer parte da planta, com mais intensidade as folhagens e inflorescências.

No bulbo causa lesões deprimidas, enegrecidas, que não proliferam no armazenamento.

i) Podridão-de-estromatinia (Stromatinia gladioli) - Ataca os bulbos, raízes e região do coleto. A região atacada apresenta grande abundancia de escleródios negros. Em geral, o fungo não apresenta crescimento durante o armazenamento. O fungo permanece no solo por três anos ou mais.

j) Queima-das-folhas ou Podridão-do-pescoço (Bacterium mar­ingatum) - Doença das mais comuns no gladíolo.

k) Mosaico (Doença virosa) - Causa manchas com coloração mais clara nas pétalas e também nas folhas. A transmissão dá-se por inse­tos sugadores.

Algumas medidas para evitar o aparecimento e disseminação de doenças podem ser tomadas, como segue:

- Durante o cultivo, as plantas doentes devem ser arrancadas e destruídas (bulbilhos também) e o solo, removido ou desinfetado.

- Rotação de culturas. Não repetir o plantio, no mesmo solo, pelo me­nos por quatro ou cinco anos.

- Manuseio apropriado e cuidadoso dos bulbos desde a colheita, limpeza e armazenamento. Evitar injúrias.

- Bulbos contaminados devem ser separados e destruídos, bem como os bulbilhos e os restos culturais.

- A boa cura é imprescindível à sanidade. Armazenar em galpão, 30° C, por 2-4 semanas.

-Termoterapia – Imersão em água, a 40°C, por 30 minutos ou, a 53°C, por 15 minutos.

-Armazenamento, em camadas pouco espessas, em bandeja com fundo telado, prateleiras etc., permitindo não só a temperatura adequada, co­mo também bom arejamento.



fontes: http://www.emporiodassementes.com.br/ - http://www.fazfacil.com.br/ - http://plantandooverdeeoverbo.blogspot.com.br/ - http://www.jardimdeflores.com.br/ - http://pt.wikihow.com/ - http://www.uesb.br/ - http://jardinagemepaisagismo.com/

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